Durante muitos anos a máquina de costura Leonam disputou a preferência das mães e avós nas décadas de 50 e 60 com as marcas VIGORELLI, SINGER e ELGIN.
Essas quatro empresas sempre tiveram seus nomes vinculados ao ato de costurar, embora também fabricassem produtos para outros fins.
A máquina Leonam era produzida pela empresa "MANOEL AMBRÓSIO FILHO S/A", estabelecida no bairro da Lapa, na cidade de São Paulo. A palavra “Leonam” tinha tudo a ver com o nome do empresário fundador e proprietário da firma (que aparece na denominação social da empresa), é o contrário de Manoel. Os anúncios abaixo revelam um pouco do contexto histórico-social que circulam em torno desse objeto histórico: Na propaganda de 1958 podemos perceber a imagem da mulher materna, e a função do objeto é enaltecida, tornando-o indispensável. Já na propaganda de 1960 a mulher é vista com delicadeza, a imagem pode ser associada ao detalhe, a beleza e não mais a utilidade. Já no folhetim de 1964, percebemos a presença do apelo financeiro e facilidades de pagamento.
O contexto no qual minha avó viveu foi o primeiro, ao casar-se recebeu de presente de seu pai uma máquina de costura. Essa atitude demonstra os quantos às mulheres tinham que ser prendadas, pois deviam confeccionar roupas para suas famílias, normalmente de muitos filhos.
Depois da morte de minha avó, minha mãe ficou com a máquina. E como lembrança resolveu torná-la um objeto decorativo, tirou a parte superior, pintou o pedal e transformou-a em uma espécie de mesa.

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