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terça-feira, 30 de agosto de 2011

O passado explicando o presente...

"Você não sabe o quanto eu caminhei para chegar até aqui ... Percorri milhas e milhas antes... " 



Bem... Não tem como falar da minha escolha por Pedagogia sem começar falando dela... A responsável (indireta) ... rs

Cresci imersa no ambiente escolar... Minha mãe professora... E que professora! Apaixonada pela profissão! Sempre apresentou um discurso romântico (ou talvez eu só consiga lembrar dele) sobre a beleza, riqueza e gratidão em poder facilitar a construção do conhecimento, mesmo fazendo parte de uma realidade bem comum: Uma escola pública, sem muitos recursos, num bairro violento, salário baixo... Contudo, ela conseguia me convencer que muito poderia ser feito...  Pelo mundo, pelo País, minha cidade, minha rua, minha escola, meu aluno. Ainda acrescento o fato de ela ter fundado uma escola de bairro. Minha segunda casa.

Mesmo diante desse cenário, por volta dos 6, 7 anos  eu tinha três opções de profissões a serem seguidas: Gari (Eu adora ajudar na limpeza de casa, ficava implorando minha mãe para varrer a calçada... Dizia que queria ver o mundo limpinho... Odiava ver sujeira), médica (tinha que cuidar das pessoas doentes, não deixá-las morrerem) ou... Adivinhem? Professora (para ensinar a todo mundo e ninguém ficar burro). Sinceramente, só me lembro de brincar ensinando, principalmente quando "descobri" que tenho pavor a sangue e que "limpar o mundo" não era uma tarefa tão fácil assim.

Cresci... E aos 15 anos fui substituir a Rafaella (minha irmã, professora daquela escola que minha mãe era sócia), pois ela precisava ir ao médico. Ao me ver dando aula, a outra sócia da minha mãe disse que eu "levava jeito pra coisa" e a sugeriu que no próximo ano, quem sabe, eu não poderia dar aula?! Mesmo contrariada, minha mãe teve (eu sou muuuuito teimosa) que aceitar. Aos 16 anos comecei a ensinar numa turma do jardim II que tinha em média 12 alunos. Não é que deu certo?! Algumas crianças acabaram o ano lendo. No ano seguinte fui convocada a alfabetizar. Temi fracassar. Mais também deu certo. A escola era meu lugar preferido. Nesse momento eu acabava o Ensino Médio com a certeza de que no vestibular eu concorreria a vaga de um curso na área de HUMANAS. Parecia óbvia minha opção, mas a incerteza de outras realidades, o status social e especialmente o desejo de ter um salário mais alto me fizeram ficar indecisa entre os cursos de Direito, Psicologia e Pedagogia, nessa ordem. No entanto, eu não realizei uma boa prova no PSS1 ( novo modelo de prova, imatura, falhei especialmente nas questões abertas), e como o PSS3 seria realizado em um ano repleto de bagunça, despedidas, extravasadas... Decidi por não refazer as provas ( PSS Geral) e com receio da reprovação confirmei a minha terceira opção. APROVADA!




        Mainha e eu na sua formatura de graduação em Estudos Socias pelo CESMAC, em 1992.



  

 Durante o trote no terceiro ano (2007), muitas enfermeiras... Eu professora!


          Alguns, da minha primeira turma de alfabetização (2007).




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